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EUA: Ensino do português nas universidades cresceu 10,8% desde 2006 Versão para impressão Enviar por E-mail

EUA: Ensino do português nas universidades cresceu 10,8% desde 2006 As matrículas em cursos de língua portuguesa nas universidades norte-americanas cresceram 10,8 por cento entre 2006 e 2009, mas ainda representam uma pequena percentagem do ensino de línguas estrangeiras, revelam dados da Associação de Línguas Modernas.

 

 

O estudo da associação linguística norte-americana, hoje divulgado, coloca o português como a 13.ª língua mais procurada pelos estudantes do ensino superior norte-americano, com um total de 11 371 matrículas.

 

A subida de 10,8 por cento foi das maiores no 'ranking', depois das alcançadas pelo árabe (46,3 por cento), chinês (18,2 por cento), coreano (19,1 por cento) e linguagem gestual (16,4 por cento).

O português surge à frente do coreano (14.º) e atrás do hebreu bíblico (12.º), grego clássico (11.º) e russo (10.º), na tabela liderada pelo espanhol, francês e alemão, que registaram ganhos considerados “modestos” pela associação.

 

O crescimento das matrículas em língua portuguesa ficou muito acima da média no período, 6,6 por cento.

 

Contudo, o crescimento de matrículas em português tinha sido superior, na ordem de 22,4 por cento, entre 2002 e 2006, quando a média de ensino de crescimento de ensino de línguas estrangeiras atingiu 12,9 por cento.

 

O crescimento dos últimos anos permitiu ao português reforçar o seu peso entre as principais línguas estrangeiras, que ainda se fica pelos 0,7 por cento.

 

Em comparação, o espanhol representa mais de metade das matrículas em línguas estrangeiras.

 

Os dados da Associação indicam que o crescimento das matrículas em português se deu principalmente ao nível dos cursos de graduação, ao passo que os de pós-graduação registaram um ligeiro declínio desde 2002 (487) até 2009 (438).

 

De modo geral, o estudo aponta para um crescimento e diversificação do ensino de línguas estrangeiras nas faculdades norte-americanas.

“A procura de uma gama cada vez maior de línguas demonstra a vitalidade do campo. Apesar de preocupantes cortes na oferta linguística, este relatório mostra que o interesse geral no estudo das línguas continua a ser forte”, considera a diretora executiva da associação, Rosemary Feal.

 

Fonte: Instituto Camões

 
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