Escolas Públicas

Universidades

Alice Vieira, escritora portuguesa visitou os EUA Versão para impressão Enviar por E-mail

Alice VieiraAlice Vieira, jornalista e escritora esteve de passagem por Nova Inglaterra. A visita teve início na área consular de Boston, onde fez uma paragem na Martin Luther King Open School onde funciona OLA PROGRAM, com coordenação de Leontina Pacheco.

 

 

 

Alice Vieira foi ainda recebida na escola portuguesa Cambridge/Somerville pela presidente Maria Carvalho e pela diretora pedagógica Vera Duarte. A escritora chegou acompanhada por João Caixinha, coordenador do ensino do  português.

 

Paulo Cunha Alves, cônsul de Portugal em Boston fez a apresentação da escritora, perante uma audiência constituida pelos alunos da escola portuguesa. O ambiente rapidamente se transformou em sala de aulas, mas com os polos invertidos, onde os alunos faziam as perguntas.


“Quantos livros já escrevestes?”
“Gostas de escrever?”
“Quantos filhos tens?”


Perguntas de jovens de uma escola das muitas que existem pela Nova Inglaterra e que tiveram honras de receber a distinta escritora. A visita prolongou-se pela área consular de New Bedford e Providence, onde dia 10 de Abril teve um encontro com os alunos da escolas portuguesas desta área consular no salão da igreja de São Francisco  Xavier em East Providence.


“Esta minha visita surge de um convite do Instituto Camões para vir às  escolas americanas e portuguesas, onde se ensina a nossa língua”, disse Alice Vieira, que é conhecida pelas mais diversas obras escritas e com longos pergaminhos em livros para os mais novos.“O meu trabalho é destinado a “abrir o apetite” à aprendizagem da língua portuguesa, a lerem mais, a saber mais a sua língua”.


Sendo este o trabalho que Alice Vieira desenvolve em Portugal, vem encontrar um tipo de aluno diferente aqui pelos EUA. “Aqui venho encontrar alunos, cujo inglês é a primeira lingua. Embora os meus livros sejam faceis para lá, acabam por não ser tão acessiveis aos alunos daqui. Indo ao encontro deste problema e tentando arranjar uma solução, vou reunir com as editoras, para as quais trabalho, aprestando como hipótese o lançamento de livros, vocacionados a crianças, em que o português, não é a primeira língua.

 

Irei mesmo para textos simples e "bilingues”, salientou a escritora portuguesa.

 

Quem nos visita rapidamente se apercebe do entusiasmo dos nossos jovens face à aprendizagem da língua portuguesa “Este meu contato com os alunos das escolas, onde se ensina português tem sido muito agradável. Os jovens compreenderam-me, o que me deixa imensamente satisfeita.

 

O primeiro livro que escrevi foi para os meus miúdos, na altura 9 e 10 anos. Ultimamente tenho trabalhado mais para adultos, para satisfazer as exigências das minhas editoras.

 

No entanto e no caso de Portugal os meus livros são lidos nas escolas, pelo que ao falar aos alunos tenho a minha tarefa muito mais simplificada. A minha visita aqui será em forma de alerta à necessidade de se falar português, ao gosto pela leitura e à sua compreensão”.

 

A teoria de se sentir criança para escrever para crianças não está de acordo com a escritora visitante.“Para escrever para crianças temos de as compreender. Que se lembram da sua juventude. Mas nunca esquecendo que somos adultos, pois caso contrário sai um texto piegas”, concluiu Alice Vieira.

 

Fonte: www.portuguesetimes.com 

 
Goto Top